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Ministra afirma que mulheres contribuem para a diversidade na mesa de trabalho

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Ministra afirma que mulheres contribuem para a diversidade na mesa de trabalho

Primeira mulher a ocupar o cargo de ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli afirmou que as mulheres do campo têm contribuído de maneira significativa para a diversidade de alimentos disponíveis à população.

Machiavelli participou, nesta quarta-feira (15), do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Durante a entrevista, ela destacou que, estatisticamente, o número de mulheres rurais nas propriedades é equilibrado em relação ao de homens.

“O que acontece é que elas estão mais presentes na produção dos alimentos diversificados que chegam na nossa mesa”, disse a ministra.

De acordo com Fernanda Machiavelli, enquanto a agricultura empresarial se concentra em apenas quatro ou cinco variedades de grãos (além das carnes), a agricultura familiar é responsável pela produção de mais de 400 variedades de alimentos. “Isso só no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos”, acrescentou.

Quintais produtivos

“Então, esse [alimento no] prato diversificado e colorido que está hoje na nossa mesa, que tem oferta cada vez mais abundante, é produzido prioritariamente por mulheres. Mulheres que têm os seus quintais produtivos”, disse.

A ministra mencionou que, em resposta às reivindicações da Marcha das Margaridas, o governo federal implementou programas de apoio à estruturação da produção “ali em volta da casa”, visando à criação de animais e à produção variada de alimentos.

“Já são 103 mil quintais que estruturamos para as mulheres”, destacou, lembrando que, além das atividades produtivas, as mulheres rurais frequentemente se encarregam de “todo o trabalho reprodutivo”.

Atividades básicas

Nesse contexto, segundo a ministra, o governo tem recebido relatos de mulheres que atuam na agricultura familiar sobre as dificuldades de conciliar o trabalho rural com as responsabilidades domésticas.

Entre as tarefas mencionadas, está a de lavar roupas, o que levou, com o apoio de algumas cooperativas organizadas nos assentamentos, à instalação de lavanderias coletivas agroecológicas em algumas comunidades.

“A maioria das mulheres não tem acesso a uma máquina de lavar roupa, atividade que acaba acontecendo manualmente, levando tempo. O que fizemos? Instalamos uma lavanderia coletiva, com máquinas industriais, a ser gerida pela associação de mulheres. Lá dentro tem uma brinquedoteca, para as mulheres deixarem as crianças enquanto estão lavando a roupa”, disse a ministra.

“É também um espaço para se encontrar, tratar de questões da vida comunitária”, acrescentou ao explicar algumas das ações do governo, implementadas com o objetivo de garantir, às mulheres, “acesso ao bem viver”.

Máquinas e equipamentos

Fernanda Machiavelli também mencionou, entre as ações do governo, a importância do acesso a máquinas e equipamentos para quem vive no ambiente rural.

“Assim como no meio urbano, as mulheres no meio rural também querem máquinas para poupar tempo. Além de lavanderias coletivas, querem roçadeiras e máquinas que economizam tempo e reduzem a penosidade do trabalho no campo. E querem tecnologias para aumentar o rendimento da produção”, concluiu.