Distrito Federal
Brasília se destaca no ranking de energia solar entre as capitais e expande geração em escolas e prédios públicos
Brasília alcançou 530,1 MW de potência instalada em energia solar e ocupa a primeira posição entre as capitais brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O resultado faz parte da política de descarbonização do Governo do Distrito Federal (GDF), que combina a expansão da geração em prédios públicos e escolas com estímulo à mobilidade elétrica. O avanço inclui a implantação de usinas públicas e novos projetos para ampliar a capacidade instalada no DF.
Usina pública em Águas Claras Inaugurada em junho de 2024 no Parque Ecológico de Águas Claras, a 1ª Usina Pública de Energia Solar Fotovoltaica do DF recebeu investimento de R$ 4,3 milhões. A capacidade anual é de 962,77 MWh, com economia estimada em R$ 1 milhão por ano. A energia abastece 80 prédios públicos, incluindo dez escolas da rede pública do DF.
“Os investimentos em energia solar já apresentam resultados expressivos em termos de economia, inovação e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida da população”
Gutemberg Gomes, secretário do Meio Ambiente, destacou que o relatório consolidado também registra o programa Brasília — Capital da Iluminação Solar, com previsão de R$ 130 milhões e meta de 100 MW, além de projeto da Companhia Energética de Brasília (CEB) para construção de usina de 120 MW destinada ao atendimento de prédios do GDF. Para o secretário, os resultados indicam continuidade da política pública.
“O balanço das ações do GDF em sustentabilidade e energia limpa demonstra um compromisso sólido e contínuo com um futuro mais verde e próspero para o Distrito Federal”
Os investimentos em energia solar já apresentam resultados expressivos em termos de economia, inovação e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida da população”, comemora. Segundo o secretário, a transição ainda está em curso. “O caminho para a consolidação de uma matriz energética 100% limpa e de uma cidade totalmente sustentável ainda é longo, mas o DF já se posiciona como um protagonista nessa jornada”, avalia.
No CEF 801 do Recanto das Emas, o sistema foi implantado em maio de 2025, com 104 placas solares. A unidade atende 920 alunos distribuídos em 41 turmas. Cleiton de Oliveira, diretor do CEF 801 do Recanto das Emas, comemora as instalações:
“Estamos formando gerações com um olhar mais consciente sobre sustentabilidade”
Antes da instalação, a escola pagava entre R$ 5,5 mil e R$ 7 mil por mês de energia elétrica. “A economia representa algo entre R$ 70 mil e R$ 80 mil por ano para o Estado”, afirma o diretor da instituição, Cleiton de Oliveira. Segundo dados técnicos da rede, em média os sistemas implantados suprem cerca de 40% do consumo das unidades escolares. No caso do CEF 801, a direção estima desempenho superior. “Acredito que fique entre 70% e 80%, principalmente porque nossa região tem longos períodos de sol”, calcula ele.
“Entrou no nosso projeto anual. São quase mil alunos aprendendo na prática o que é energia limpa”
O sistema é integrado à rede elétrica. Quando a produção supera o consumo, o excedente é convertido em crédito na fatura seguinte. A manutenção se limita à limpeza periódica das placas. Mais que economia, a estrutura virou ferramenta pedagógica. Antes mesmo da instalação, professores trabalharam o tema em sala com vídeos, pesquisas e textos informativos. No dia da inauguração, os estudantes apresentaram trabalhos sobre sustentabilidade. “Não foi algo pontual”, explica o diretor. “Entrou no nosso projeto anual. São quase mil alunos aprendendo na prática o que é energia limpa.” O tema passou a integrar o planejamento permanente da escola. Os alunos acompanham a produção de energia, visitam os equipamentos e discutem matriz energética, consumo consciente es renováveis. “Estamos formando gerações com um olhar mais consciente sobre sustentabilidade”, enfatiza Cleiton de Oliveira. “Não existe lugar melhor para iniciar esse tipo de projeto do que numa escola”.
O sistema de transporte coletivo do DF conta atualmente com seis ônibus elétricos. A meta é alcançar 90 veículos até o fim deste ano. A renovação da frota inclui ônibus com tecnologia Euro 6, que reduz a emissão de poluentes em até 80%. O setor de transportes é a principalde gases de efeito estufa no DF.
O incentivo também alcança veículos particulares. Desde 2021, veículos elétricos são isentos de IPVA no Distrito Federal. Em 2025, o benefício foi ampliado para híbridos seminovos. Entre 2020 e 2024, a frota de elétricos cresceu 9.455%, passando de 154 para 14.715 unidades.
Veja abaixo a lista de escolas que já contam com sistema de energia solar:
♦ Escolas atendidas com energia fotovoltaica por compensação — energia gerada na usina de Águas Claras
- Escola Classe (EC) Natureza do Plano Piloto
- EC 06 de Brazlândia
- EC Arniqueira de Taguatinga
- Centro de Ensino Fundamental (CEF) Vila Areal de Taguatinga
- Centro de Educação Infantil (CEI) 07 de Taguatinga
- Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Professor Walter José de Moura de Taguatinga
- Centro Educacional (CED) Miriam Ervilha de Samambaia
- EC Vila Buritis do Recanto das Emas
- Centro de Ensino Médio (CEM) 01 do Riacho Fundo
- Escola de Música de Brasília (EMB)
♦ Escolas com sistema de placas fotovoltaicas
- CEF 01 do Planalto, no Plano Piloto
- CEF Santos Dumont de Santa Maria
- EC 218 de Santa Maria
- EC 510 do Recanto das Emas
- EC Vila dos Buritis do Recanto das Emas
- CEM 111 do Recanto das Emas
- CED do Guará
- Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Guará
- CEF 407 de Samambaia
- CEM 01 do Riacho Fundo
- Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional do Gama.
Fonte: Agência Brasília
