Educação
Informações sobre o furto de material biológico na Unicamp
O furto de material biológico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descoberto em março, gerou repercussão nacional.
Na segunda-feira (23), a Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp.
Segundo as autoridades, Soledad é suspeita de furtar vírus do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia, que tem nível 3 de biossegurança (NB-3), o mais alto de todos.
A professora foi liberada no dia seguinte à prisão. Segundo a polícia, ela teria contado com a ajuda de seu marido Michael Edward Miller, doutorando da Unicamp.
Além de abrir uma investigação interna para apurar o crime, a Unicamp acionou a Polícia Federal, que também investiga o furto.
- Enem integra Saeb e avaliará a qualidade do ensino no Brasil
- Setor privado passa a gerenciar infraestrutura de escolas em Minas Gerais
- Setor privado assume a gestão da infraestrutura escolar em Minas Gerais
- Prêmio Educador Nota 10 institui nova categoria para gestores escolares
- Beneficiários do Pé-de-Meia nascidos em novembro e dezembro recebem hoje
A investigação policial segue em andamento com colaboração da universidade. As autoridades policiais ainda não identificaram a motivação do furto.
Veja o que se sabe até o momento sobre o caso:
Quando aconteceu o crime?
A Unicamp comunicou a Polícia Federal no dia 16 de março, mas havia notado dias antes que materiais biológicos haviam desaparecido.
Quem cometeu o furto?
Os suspeitos são a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), e também seu marido, o veterinário Michael Edward Miller. Soledad foi presa em flagrante, ficou detida durante um dia na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu e foi liberada após pagar fiança. Até o momento não se sabe o que motivou o casal a roubar o material biológico.
Para onde foi levado o material?
Os itens furtados não chegaram a sair do campus da Unicamp. O material foi subtraído do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada e foi encontrado em dois outros laboratórios da própria universidade. Parte estava na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), e outra parte foi localizada no Laboratório de Doenças Tropicais Professor Luiz Jacinto da Silva, que pertence ao Instituto de Biologia.
Quem é Michael Edward Miller?
Além de veterinário, ele é doutorando na Unicamp. Miller também tem uma empresa de base tecnológica que participa da Incamp, incubadora de empresas da Unicamp. Assim como Soledad, ele é suspeito de retirar, sem autorização, material do laboratório da universidade. Como participante da incubadora, Miller tem direito apenas a usar o espaço compartilhado de escritório.
O que foi furtado?
Vários tipos de vírus, mas a Unicamp não especifica quais exatamente. No entanto, a universidade informa que entre o material subtraído nenhum dos organismos era geneticamente modificado, como se suspeitava inicialmente.
Que medidas a Unicamp tomou?
Além de acionar a Polícia Federal, a universidade também acionou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que faz a análise pericial dos itens que foram furtados.
O casal é acusado de qual crime?
A professora Soledad Miller e seu marido poderão responder por furto qualificado e fraude processual.
O que diz a universidade?
Em comunicado, a Unicamp afirmou que o crime cometido pelo casal é um caso isolado dentro da universidade, “que é reconhecida em importantes rankings internacionais como a segunda melhor universidade da América Latina devido à qualidade de sua produção científica e à excelência e comprometimento de seu corpo docente, de seus funcionários e de seus alunos”. A Unicamp reiterou ainda que segue colaborando integralmente com as autoridades policiais e judiciárias para o esclarecimento dos fatos.
