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Brasil inicia World Series de Natação com recorde mundial e conquista de 10 medalhas

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Brasil inicia World Series de Natação com recorde mundial e conquista de 10 medalhas

A seleção brasileira de natação paralímpica iniciou a World Series em Berlim, na Alemanha, com um desempenho notável, conquistando 10 medalhas – nove nas categorias adultas e uma entre os jovens – além de estabelecer um recorde mundial. Beatriz Flausino, campeã mundial no ano passado em Singapura, quebrou a marca na prova dos 100 metros peito da classe SB14 (deficiência intelectual), ao registrar o tempo de 1min11s52 durante as eliminatórias, superando a anterior, da espanhola Michelle Morales, que era de 1min12s02 e foi registrada nos Jogos de Tóquio 2021.

“Estou muito feliz. Agradeço aos meus apoiadores, ao meu técnico e à minha família. Queria fazer esta marca desde o Mundial no ano passado, mas não estava totalmente preparada para isso. Depois da competição, comecei o ano focada neste recorde”, disse a atleta de 22 anos.

Na final dos 100m peito, Flausino conquistou a medalha de prata, completando a prova em 1min12s49. Sua conterrânea Alessandra Oliveira, da classe SB4 (comprometimento físico-motor), garantiu o bronze com o tempo de 1min43s41, o que também lhe rendeu o ouro na disputa Junior da mesma prova. O ouro na final foi para a britânica Aaliyah Richards, que registrou 1min12s14 na classe S14.

O Brasil também se destacou nos 100m livre, com o ouro do mineiro Gabriel Araújo, da classe S2 (comprometimento físico-motor), que terminou a prova em 1min56s01, e a prata do conterrâneo Arthur Xavier, da classe S14. O britânico William Ellard, também da classe S14, completou o pódio com a medalha de bronze.

Gabriel Araújo e Samuel Oliveira, conhecido como Samuka, garantiram outra dobradinha nos 50m borboleta, com Samuka faturando o ouro ao finalizar a prova em 33s13. Gabriel Araújo levou a prata com o tempo de 53s09, enquanto o sul-africano Christian Sadie, da classe 7 (comprometimento físico-motor), conquistou o bronze com 30s57. Samuka também assegurou o segundo ouro do dia nos 50m costas, com o tempo de 34s66. O alemão Josia Tim Alexander, da classe S3 (comprometimento físico-motor), ficou em segundo lugar com 47s22, e o bósnio Ismail Zulfic garantiu o terceiro lugar com 36s98.

Na disputa feminina dos 50m costas, a carioca Lídia Cruz conquistou a medalha de prata na classe S4 (comprometimento físico-motor), com o tempo de 51s83. O ouro foi para a turca Sevilay Ozturk, que registrou 44s34, e o bronze ficou com a ucraniana Maryna Verbova, com 53s34.

“Esta é uma das provas mais importantes para mim e caiu logo no primeiro dia. Foi uma forma de quebrar o gelo cheia de emoções. Minha intenção era nadar próximo do meu melhor e isso foi feito. Está comprovado por esta medalha”, festejou Lídia.

A catarinense Mayara Petzold encerrou o primeiro dia de competições com a prata nos 50m borboleta, com o tempo de 35s90. A vencedora da prova foi a irlandesa Dearbhaile Brady, que registrou 35s82, e a norte-americana Mallory Weggemann, da classe S6 (comprometimento físico-motor), ficou com o bronze ao completar a prova em 35s22.

A World Series em Berlim prossegue até sábado (9). O Brasil conta com 17 representantes na competição, que ocorre no formato multiclasses, onde atletas de diferentes classes competem na mesma série.