Nossas redes sociais

Justiça

PL propõe que governo interino do RJ seja assumido pelo presidente da Alerj

Postado

em

PL propõe que governo interino do RJ seja assumido pelo presidente da Alerj

O Partido Liberal (PL) solicitou nesta segunda-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a liderança interina do governo do Rio de Janeiro seja transferida para o futuro presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O pedido foi feito após o STF suspender o julgamento que decidirá se as eleições para o mandato-tampão de governador ocorrerão de forma direta, com voto popular, ou indireta, por meio dos votos dos deputados da Alerj.

Com essa decisão, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro, permanecerá no cargo até que a Corte decida sobre a questão. O julgamento está agendado para o dia 8 de abril.

Segundo a argumentação do partido, o cargo de presidente da Alerj está na linha sucessória estadual. Assim, após a nova eleição para a presidência da Casa, prevista para a primeira semana de abril, o estado deve ser governado pelo presidente da assembleia, na ausência do governador e do vice.

“É exatamente essa explicitação que se requer. O exercício interino da chefia do Poder Executivo do estado do Rio de Janeiro pelo presidente do Tribunal de Justiça possui natureza subsidiária, temporária, excepcional e instrumental, somente subsistindo enquanto inviável a investidura do primeiro sucessor constitucional”, afirmou o partido.

Na semana passada, a Justiça do Rio anulou a votação da Alerj que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) para a presidência da Casa.

De acordo com a decisão judicial, o processo eleitoral da assembleia só poderá ocorrer após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) retotalizar os votos recebidos pelo deputado Rodrigo Bacellar, que perdeu o mandato ao ser condenado no mesmo processo em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) puniu o ex-governador Cláudio Castro com a inelegibilidade até 2030.

Na segunda-feira (23), o governo eleito do Rio, Cláudio Castro, renunciou ao cargo para concorrer às eleições ao Senado. O prazo de desincompatibilização termina no dia 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno.

No dia seguinte, Castro foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada, uma vez que o ex-vice-governador Thiago Pampolha também deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado.

O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o deputado estadual Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro. Antes da decisão, Bacellar havia sido afastado da presidência por determinação do STF e é investigado no caso que envolve o ex-deputado TH Joias.

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado.