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IMB prevê inflação controlada e criação de empregos em Goiás até 2026

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IMB prevê inflação controlada e criação de empregos em Goiás até 2026

Goiás deve manter uma trajetória de crescimento econômico ao longo de 2026, embora em ritmo mais moderado após o forte desempenho registrado no ano anterior. Essa avaliação está no Boletim de Projeções Macroeconômicas do 1º trimestre de 2026, elaborado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), que aponta um cenário de estabilidade, com inflação sob controle e continuidade da geração de empregos.

De acordo com o levantamento, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) goiano para 2026 é de 2,3%, podendo variar entre 1,8% e 2,8%.

O resultado é considerado positivo, sustentado principalmente pelo dinamismo da indústria e pela resiliência do setor de serviços. Para o diretor-executivo do IMB, Erik Alencar de Figueiredo, o cenário reforça a solidez da economia goiana, mesmo diante de um contexto global mais desafiador.

“Goiás entra em 2026 com fundamentos econômicos sólidos, combinando crescimento, controle da inflação e forte capacidade de geração de empregos. Mesmo com a acomodação natural após um ciclo excepcional no agro, a indústria e os serviços seguem sustentando a expansão da economia, o que demonstra a diversificação e a resiliência do estado”, diz o gestor.

O boletim também aponta fatores que podem impulsionar a atividade econômica ao longo do ano, como o início do ciclo de queda da taxa Selic, que tende a reduzir o custo do crédito e estimular investimentos e consumo, especialmente em setores intensivos em capital.

Apesar dos riscos externos — como tensões geopolíticas e oscilações no comércio internacional —, a avaliação do IMB é de que Goiás mantém uma base econômica consistente.

Entre os principais destaques positivos, o setor industrial mantém desempenho consistente, com crescimento superior à média nacional nos últimos anos e perspectiva de expansão novamente em 2026, impulsionado pela melhora gradual das condições financeiras.

Já o setor agropecuário, após uma safra recorde em 2025, deve apresentar menor contribuição neste ano, o que explica a desaceleração do crescimento.

Ainda assim, a produção agrícola segue em patamar elevado, com estimativa de cerca de 36,4 milhões de toneladas. O setor de serviços, que cresceu 2,8% em 2025, deve continuar avançando, com expectativa de impactos positivos inclusive em atividades ligadas ao turismo e eventos ao longo do ano.

Outro ponto favorável é o cenário inflacionário. As projeções indicam inflação controlada, com Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado em 3,7% e Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 3,6% para 2026, reforçando o processo de desinflação e a convergência para a meta.

Esse ambiente contribui para preservar o poder de compra das famílias e favorecer o consumo.

No mercado de trabalho, Goiás segue com desempenho robusto. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, foram geradas 25,5 mil novas vagas formais, colocando o estado entre os que mais criam empregos no país proporcionalmente ao estoque de trabalhadores.

O setor externo também apresenta resultados consistentes. O estado acumula 14 anos consecutivos de superávit na balança comercial e deve manter saldo positivo em 2026, mesmo com maior volatilidade no cenário internacional.

Goiás apresenta saldo de 10.733 empregos formais em janeiro de 2026.

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