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Goiás implementa inteligência artificial no processo de licenciamento ambiental

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Goiás implementa inteligência artificial no processo de licenciamento ambiental

O governador Ronaldo Caiado e a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis, anunciaram, nesta terça-feira (17/03), a adoção da Inteligência Artificial (IA) no licenciamento ambiental em Goiás.

A notícia foi divulgada durante um evento que deu início à programação do Dia Mundial da Água, a ser celebrado em 22 de março.

A Semad realiza a Semana da Água de 17 a 21 de março. Veja programação.

A implementação da IA está sendo feita em parceria com o Google, que desenvolveu uma solução chamada Mínimo Viável Possível (MVP). De forma simplificada, o MVP é uma versão mais básica do serviço. Após ajustes e validação, as partes avançarão para o contrato efetivo.

O MVP está sendo utilizado em tarefas automatizadas do processo de análise dos pedidos de licença, como a verificação de eventual sobreposição do perímetro a ser ocupado pelo empreendimento com territórios quilombolas, indígenas ou Áreas de Preservação Permanente (APPs). A parte analítica continua a ser realizada por servidores da Semad.

“A nossa expectativa não é a de substituir humanos em 100% do processo. É implementar IA naquelas etapas que são de confrontação de informação, checagem e identificação de parâmetros mínimos para subsidiar a tomada de decisão. Acreditamos que a tomada de decisão deve permanecer sendo dos técnicos”, explica Andréa Vulcanis.

A secretária afirma que, em pouco tempo, o uso da IA já demonstrou que é possível executar, em minutos, etapas que costumavam demorar em média duas horas para serem concluídas.

Ela avalia que, além do licenciamento, é viável implementar soluções semelhantes na tramitação dos autos de infração (para evitar que prescrevam), na análise de outorgas, de Declarações Ambientais de Imóveis (DAIs) e de Cadastros Ambientais Rurais (CAR).

O subsecretário de Licenciamento, Fiscalização e Controle da Semad, Robson Disarz, afirma que a adoção dessa tecnologia não implicará a redução do quadro de analistas e técnicos ambientais lotados na área de licenciamento da Semad.

“O que vamos fazer é concentrar servidores em tarefas que são, de fato, mais importantes no processo. Sobretudo nos estudos vinculados à viabilidade de implementação e controle dos impactos ambientais dos empreendimentos”, completa.

O uso de IA na gestão ambiental é um caminho ainda pouco explorado no Brasil. Sabe-se, por exemplo, que em Minas Gerais o governo utiliza soluções tecnológicas semelhantes no julgamento de autos de infração, e que lá a decisão final também cabe a um analista.

“De todo modo, é uma área que precisa ser desbravada. Goiás está na vanguarda”, diz o subsecretário.

Fonte: Agência Goiás de Notícias