Esportes
Esporte Universitário promove mensagem de paz em contexto de conflitos globais

Pular para o conteúdo principal
agênciaBrasil
radioAgência
rádioMEC
rádioNacional
- Centro de desenvolvimento da CBF recebe jogos dos JUBsFut
- João Fonseca avança às quartas de final em Monte Carlo
- Flamengo estreia na Copa Libertadores com vitória em Cusco
- Hall da Fama do COB celebra ídolos do esporte olímpico brasileiro
- JUBs Futebol disponibiliza campo exclusivo para o futebol feminino
tvBrasil
|
carta de serviços
|
transparência
POR – Português
ENG – English
ESP – Español
Últimas Notícias
|
Cultura
Direitos Humanos
Economia
Educação
Esportes
Geral
Internacional
Justiça
Meio Ambiente
Política
Saúde
Versão em áudio
Em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o esporte universitário se posiciona como um instrumento de diplomacia e intercâmbio cultural. Em entrevista à, o primeiro vice-presidente da Federação Internacional do Esporte Universitário (Fisu), Luciano Cabral, destacou o papel dos atletas-estudantes na construção de um futuro harmônico. Presente nos Jogos Universitários de Futebol (JUBs Futebol), em Aracaju, o dirigente também comentou sobre as expectativas para os Jogos Mundiais Universitários de 2027 em Chungcheong, na Coreia do Sul, e sobre o desafio de manter um calendário esportivo em meio a tantos conflitos pelo mundo.
O esporte também promove o intercâmbio cultural?
Luciano Cabral: Sim, com certeza, e especialmente o universitário, por estar inserido no ambiente acadêmico. Os participantes são estudantes com sede de conhecimento. Essa troca permite que conversem sobre modalidades, profissões e a história de cada região.
Como está a situação do esporte universitário mundial diante de conflitos e guerras atuais?
Luciano Cabral: O esporte sempre foi um instrumento de paz. Enxergamos as dificuldades como oportunidades de levar essa mensagem. Jovens estudantes não desejam o conflito. No ambiente esportivo, tentamos reunir a todos, independentemente de religião ou posicionamento político. É fascinante ver que, dentro de quadra ou na piscina, atletas de países em conflito convivem harmoniosamente. Nosso desafio é manter o calendário internacional: temos 32 mundiais planejados, sendo cinco em áreas delicadas. Queremos garantir a participação de todos para mostrar que a conexão é possível.
O esporte pode servir à diplomacia?
Luciano Cabral: Temos exemplos icônicos. Pelé interrompeu uma guerra. O esporte é um instrumento de paz contínuo. Queremos que esses jovens levem essa inspiração para a vida e se tornem líderes que preservem esses valores no futuro.
No próximo ano, a Coreia do Sul sediará os Jogos Mundiais Universitários. O que esperar desse evento em termos de infraestrutura e participação?
Luciano Cabral: A Coreia [do Sul] está preparando um evento que deve retomar o patamar de segundo maior evento esportivo do mundo. A Vila Olímpica, os estádios e os ginásios já estão prontos e são impressionantes, rivalizando até com a infraestrutura das Olimpíadas de Los Angeles 2028. Esperamos mais de 150 países e cerca de 12 mil participantes na vila. Será o grande momento de reposicionamento do esporte universitário global após os desafios da pandemia.
* Rodrigo Ricardo viajou a Aracaju à convite da CBDU.